Milei diz que aliança com EUA é “a chave” para Argentina recuperar Malvinas
Dê de presentePrefira a Gazeta no GoogleGoverno do argentino Javier Milei reitera parceria prioritária com Donald Trump (Foto: WILL OLIVER/EFE/EPA)Ouça este conteúdo
O presidente argentino, Javier Milei, afirmou nesta segunda-feira (3) que a aliança com o governo dos EUA é a "chave" para a recuperação das Ilhas Malvinas e culpou sua vice-presidente, Victoria Villarruel, por provocar "tensão" com o governo britânico por meio de declarações sobre o assunto.
"Os EUA mudaram sua visão estratégica do mundo; eles enxergam isso de uma perspectiva política, e um aliado confiável é necessário na transição do Atlântico para o Pacífico. A Argentina está cumprindo todas essas condições, e essa é a chave que nos permitirá recuperar as Malvinas", disse Milei em entrevista à Rádio Mitre.
Sobre a reivindicação de soberania da Argentina, que perdeu o controle do arquipélago atlântico em 1833, quando este caiu em mãos britânicas, ele disse: "A causa das Malvinas é inegociável, e desde o retorno da democracia, temos feito o máximo para alcançar o objetivo final, que é a devolução das Ilhas Malvinas, Geórgia do Sul, Ilhas Sandwich do Sul e todo o espaço marítimo circundante à Argentina".
Milei enfatizou que, "pela primeira vez, a ONU está forçando a Inglaterra a sentar e conversar", uma declaração que, segundo a Agência EFE, contrasta com o fato de que, até hoje, e por décadas, o organismo internacional emitiu apenas resoluções não vinculativas em favor da Argentina e nunca houve negociações oficiais entre Buenos Aires e Londres sobre o assunto.
O líder argentino acrescentou que "mesmo na Inglaterra, as opiniões estão divididas" porque "há setores do espectro político que acreditam que as ilhas devem ser devolvidas a nós, pois são nossas".
Na mesma entrevista, Milei criticou sua vice-presidente, Villarruel, que, às vésperas da semifinal da Copa do Mundo de 2026, havia declarado nas redes sociais que a Argentina enfrentaria "piratas usurpadores" e "invasores", e que a partida era semelhante ao conflito das Malvinas.
"Essa situação gerou alguma tensão em Londres, e houve alguma comunicação com o país", reconheceu Milei, irritado com a intervenção de Villarruel no assunto, dias depois de a vice-presidente insinuar que o presidente sofre de problemas de saúde mental.
Ele também informou estar ciente do projeto de produção de hidrocarbonetos Sea Lion, em uma zona marítima reivindicada pela Argentina e próxima às Ilhas Malvinas, que está sendo desenvolvido por empresas britânicas e israelenses: "Fizemos as reivindicações apropriadas e o assunto está sendo discutido em nível diplomático".
"Somos aliados dos EUA e de Israel, mas trata-se de uma empresa privada. Em um país sério, não há interferência no setor privado", defendeu.
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