Brasil, México e Espanha divulgam comunicado se comprometendo a aumentar ajuda a Cuba
Dê de presenteO presidente do governo da Espanha, Pedro Sánchez, cumprimenta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante o fórum Mobilização Progressista Global, em Barcelona (Foto: Quique García/EFE)Ouça este conteúdo
Os governos do Brasil, da Espanha e do México, encabeçados pelos esquerdistas Luiz Inácio Lula da Silva, Pedro Sánchez e Claudia Sheinbaum, respectivamente, divulgaram neste sábado (18) um comunicado no qual se comprometeram a “incrementar” a “resposta humanitária” à crise em Cuba, que vive seu pior momento em 67 anos de comunismo.
Na nota, divulgada ao final do fórum Mobilização Progressista Global, que teve presença dos três presidentes em Barcelona, os mandatários esquerdistas manifestam “enorme preocupação com a grave crise humanitária que afeta o povo cubano e instam para que sejam tomadas as medidas necessárias para aliviar essa situação e para que sejam evitadas ações que agravem as condições de vida da população ou que violem o Direito Internacional”.
“Comprometemo-nos a incrementar de maneira coordenada nossa resposta humanitária, visando aliviar o sofrimento do povo cubano”, afirma o comunicado.
Sem mencionar a repressão a que o regime castrista submete a população de Cuba desde 1959, nem o desastre econômico causado pela ditadura comunista, os três governos reiteram no comunicado “a necessidade de respeitar, em todos os momentos, o Direito Internacional e os princípios da integridade territorial, da igualdade soberana e da solução pacífica de controvérsias, consagrados na Carta das Nações Unidas”.
“[Brasil, México e Espanha] reafirmam seu compromisso inabalável com os direitos humanos, os valores democráticos e o multilateralismo e, nesse sentido, apelam a um diálogo sincero e respeitoso, em conformidade com o Direito Internacional e os princípios da Carta das Nações Unidas. Seu objetivo deve ser encontrar uma solução duradoura para a situação atual e garantir que o próprio povo cubano decida seu futuro em plena liberdade”, acrescentaram.
No final de janeiro, o presidente americano, Donald Trump, anunciou a aplicação de uma tarifa a países que exportarem petróleo para Cuba, alegando que a ilha comunista convida “adversários perigosos dos Estados Unidos” a instalar no seu território “bases militares e de inteligência sofisticadas que ameaçam diretamente a segurança nacional” americana.
Países que enviavam a commodity para o regime castrista, como o México, interromperam as exportações devido à taxa. Esse bloqueio, aliado ao veto americano a envios de petróleo venezuelano para Cuba desde a captura do ditador Nicolás Maduro em 3 de janeiro, agravou a crise energética na ilha, que vem sofrendo apagões diários. Porém, em março, Trump permitiu entregas pontuais de petróleo russo.
Trump vem afirmando que “Cuba será a próxima”, após as ações militares dos Estados Unidos na Venezuela e no Irã. “Cuba é uma nação em colapso. Vamos levar a cabo essa iniciativa [operação no país], e é possível que façamos uma parada em Cuba uma vez que tenhamos concluído isso [a guerra no Irã]”, disse Trump esta semana a jornalistas na Casa Branca.
Na quarta-feira (15), o jornal USA Today informou que o Pentágono está intensificando o planejamento militar para uma possível operação em Cuba.
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