EUA ampliam sanções contra regime de Cuba e atingem setor de níquel e empresas militares
Dê de presentePrefira a Gazeta no GooglePrédio do Ministério do Interior, em Havana, Cuba, com a imagem de Che Guevara e a bandeira cubana ao fundo. (Foto: Francesco Gorup de Besanez/Wikimedia Commons)Ouça este conteúdo
Os Estados Unidos anunciaram nesta quinta-feira (17) novas sanções contra oito empresas estatais de Cuba e três oficiais militares, ampliando a pressão do governo do presidente Donald Trump sobre setores considerados estratégicos para o regime comunista.
Segundo o secretário de Estado americano, Marco Rubio, quatro das empresas atuam no setor de níquel e outras quatro estão ligadas às Forças Armadas e trabalham com pesquisa e desenvolvimento de sistemas de armas, capacidades navais e simulação de campos de batalha. Os militares atingidos pelas medidas são Joaquín Francisco Cancio Monteagudo, diretor-geral do Centro de Investigação e Desenvolvimento de Simuladores (SIMPRO); Dioglis Pedrera Argüello, diretor-geral do Centro de Investigação e Desenvolvimento Naval (CIDNAV); e Julio Hurtado Betancourt, diretor-geral do Centro de Investigação e Desenvolvimento de Armamento de Infantaria (CIDAI).
Rubio afirmou que as empresas ligadas ao níquel exploram as reservas minerais da ilha em benefício do regime cubano. Washington também acusa a estrutura militar do país de concentrar recursos enquanto a população enfrenta escassez de alimentos, energia e outros produtos básicos.
“Por décadas, o regime cubano canalizou os recursos da ilha para as mãos de uma pequena e corrupta elite militar”, afirmou Rubio no comunicado divulgado pelo Departamento de Estado. Segundo ele, o governo Trump não permitirá que integrantes da elite cubana “enriqueçam por meio da extração de recursos” enquanto a população enfrenta dificuldades.
As medidas foram adotadas com base num decreto do governo Trump que autoriza sanções contra pessoas e empresas que atuem, entre outros, nos setores de energia, defesa, mineração, serviços financeiros e segurança de Cuba, além daqueles considerados responsáveis por repressão, corrupção ou apoio ao regime cubano.
Pelo decreto, bens e interesses patrimoniais de pessoas ou entidades sancionadas que estejam nos Estados Unidos ou sob controle de pessoas americanas podem ser bloqueados. A medida também restringe transações envolvendo os alvos das sanções dentro da jurisdição americana.
O novo pacote amplia uma ofensiva econômica iniciada pelo governo Trump neste ano contra setores estratégicos da economia cubana. A Casa Branca declarou em janeiro que as ações do regime da ilha representam uma ameaça à segurança nacional e à política externa dos Estados Unidos, argumento rejeitado por Havana.
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, tem responsabilizado as sanções americanas pelo agravamento da crise econômica e da escassez na ilha. Ele afirmou anteriormente que as restrições impostas por Washington estariam “causando mortes” no país. O regime cubano também sustenta que não representa ameaça aos Estados Unidos.
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